sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Logotipo

Globo___Tupi___ Sbt___ Record ___Manchete___ Excelsior__ Band


Logotipo de emissoras que exibiam telenovelas em sua programaçao.



Anos 2000

A chegada do novo século mostrou que a telenovela mudou desde o seu surgimento. Mudou na maneira de se fazer, de se produzir. Virou indústria, que forma profissionais e que precisa dar lucro. A guerra da audiência continua, agora mais do que nunca. Mas a telenovela ainda está calcada no melodrama folhetinesco, pois sua estrutura é a mesma das antigas radio novelas. O maior exemplo disso é O Clone, de Glória Perez, um sucesso arrebatador, um "novelão assumido".

Outros destaques: Laços de Família, de Manoel Carlos; O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta e Alma Gêmea, de Walcyr Carrasco; Celebridade, de Gilberto Braga; Da Cor do Pecado, de João Emanuel Carneiro; Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva; Belíssima, de Silvio de Abreu; e a nova versão da Record para A Escrava Isaura, escrita por Tiago Santiago.


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Anos 90

A década de 90 foi marcada pela guerra pela audiência. Se o telespectador trocasse de canal por não gostar de uma trama, ajustava-se a obra ao seu gosto. Foi assim com O Dono do Mundo, de Gilberto Braga, em 1991, e Torre de Babel, de Silvio de Abreu, em 1998.
O SBT, apesar de continuar importanto dramalhões latinos, chegou a investir em alguns títulos com requintada produção, como o remake de Éramos Seis, de Silvio de Abreu e Rúbens Ewald Filho, em 1994.
Uma novela produzida pela Manchete conseguiu abalar a audiência da Globo: Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, em 1990. A Globo recusara a sinopse e Benedito apresentou-a então à Manchete. A novela foi um sucesso absoluto, e fez com que o autor tivesse seu talento reconhecido. De volta à Globo, Benedito ganhou status e regalias de um autor de horário nobre, e escreveu alguns dos maiores êxitos da década, como Renascer, O Rei do Gado e Terra Nostra.
Aguinaldo Silva firmou-se como autor de sucesso ao escrever tramas regionalistas, como Pedra Sobre Pedra, Fera Ferida, e A Indomada.
Silvio de Abreu foi para o horário nobre e se destacou com Rainha da Sucata e A Próxima Vítima.
Ivani Ribeiro escreveu suas duas melhores novelas na Globo: os remakes de Mulheres de Areia e A Viagem.

Anos 80

Nos anos 80, a Bandeirantes investe em dramaturgia, mas sem grandes resultados. Os maiores destaques são Os Imigrantes, de Benedito Ruy Barbosa, e Ninho da Serpente, de Jorge Andrade.
O SBT importa novelas latinas e chega a produzir alguns títulos, mas todos inferiores em produção e texto.
Com o surgimento da TV Manchete, novas produções aparecem, mas também com pouca repercussão.A Globo continua liderando a audiência. Gilberto Braga escreveu alguns sucessos.
Cassiano Gabus Mendes continua obtendo êxito com suas comédias leves e românticas : Elas por Elas, Ti Ti Ti, etc.
Silvio de Abreu renova o horário das sete com novelas cheia de humor e pastelão: Guerra dos Sexos, Cambalacho e Sassaricando.
Ivani Ribeiro estréia na Globo em 1982 com Final Feliz - todos os seus demais trabalhos seriam remakes ou baseados em antigos sucessos seus, como A Gata Comeu, que repetiu o êxito da novela original, A Barba Azul, da Tupi.
Em 1986, Benedito Ruy Barbosa adapta com êxito o romance Sinhá Moça de Maria Dezonne Pacheco Fernandes. E Walter Negrão se destaca com dois títulos: Direito de Amar e Fera Radical.
Mas é com Roque Santeiro, um dos maiores sucessos da dramaturgia nacional, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, que os anos 80 tem seu ápice. A novela, que havia sido vetada pela censura do Regime Militar em 1975, retorna em nova produção e cativa todo o país.
Outros títulos de destaque: Baila Comigo, de Manoel Carlos; Vereda Tropical e Bebê a Bordo, de Carlos Lombardi; Roda de Fogo, de Lauro César Muniz; Top Model, de Wálter Negrão e Antônio Calmon; e Tieta, de Aguinaldo Silva adaptada do romance de Jorge Amado.

Anos 70

A Excelsior, que havia sido a líder em produção de telenovelas nos anos 60, fecha suas portas no início dos 70. A Record nunca conseguiu se equiparar às suas concorrentes no gênero - visto que investia mais em programas musicais, mas entre 1970 e 1971, Lauro César Muniz escreveu para a emissora dois relevantes sucessos: As Pupilas do Senhor Reitor, adaptação do romance de Júlio Diniz, e Os Deuses Estão Mortos.
A Tupi, pioneira na mudança do gênero, torna-se então a principal concorrente para a Globo.
No final dos anos 70, com a falência da Tupi, a Bandeirantes entra no páreo e lança Cara a Cara, de Vicente Sesso, que reunia astros da Tupi e da Globo.
Mas foi nos estúdios da Globo que, a partir dos anos 70, foram produzidos os maiores êxitos da teledramaturgia nacional. Logo depois de Véu de Noiva, Janete Clair escreve Irmãos Coragem, um grande sucesso. Seguiram-se títulos marcantes da autora: Selva de Pedra, Pecado Capital, O Astro, Pai Herói.
Dias Gomes, depois de Verão Vermelho, criou um estilo próprio, bem brasileiro, e lançou o realismo fantástico na TV: Assim na Terra como no Céu, Bandeira Dois, O Bem Amado, O Espigão, Saramandaia.
Bráulio Pedroso, que vinha do sucesso de Beto Rockfeller da Tupi, usa de humor para criticar a burguesia no horário das dez em títulos como O Cafona e O Rebú.
Cassiano Gabus Mendes estréia como novelista na Globo e, com Anjo Mau e Locomotivas, cria um padrão ideal para as novelas das sete.
A partir de 1975, a Globo reserva o horário das seis para adaptações de obras de nossa literatura e lança requintadas produções de época: Senhora, A Moreninha, Escrava Isaura, Maria Maria, A Sucessora, Cabocla.
Gilberto Braga, depois do sucesso de alguns títulos às seis horas - Escrava Isaura, um sucesso de exportação, e Dona Xepa - estréia no horário nobre em grande estilo, em 1978, com Dancin' Days, um sucesso arrebatador.

4º Período

A partir de 1970 a telenovela brasileira não era mais a mesma. Já não havia mais espaço para os dramalhões latinos e todas as emissoras aderiram à nacionalização do gênero. A Globo radicalizou ao demitir Glória Magadan e mudar seus títulos em seus três horários de novelas.
Esse foi o primeiro passo dado pela Globo para tornar-se líder na teledramaturgia brasileira, criando um padrão próprio, aplaudido aqui e lá fora.
Depois da década de 70, as telenovelas mudam com o passar do tempo, mas sem grandes variações de estilo.

3º Período

No final dos anos 60 o gênero já estava solidamente implantado, graças às inúmeras produções dos últimos cinco anos. Houve então a necessidade de uma mudança no estilo. O essencial era transformar a telenovela numa arte genuinamente brasileira. Foi na Tupi que novas fórmulas em linguagem foram introduzidas. O primeiro passo foi dado com Antônio Maria, sucesso escrito por Geraldo Vietri entre 1968 e 1969. Mas o rompimento total deu-se em 1969 com Beto Rockfeller, idealizada por Cassiano Gabus Mendes e escrita por Bráulio Pedroso. As fantasias dos dramalhões estavam totalmente substituídas pela realidade, pelo cotidiano.
Na Globo os dramalhões de Glória Magadan estavam com os dias contados. Janete Clair ainda escreveu sob sua supervisão Passo dos Ventos e Rosa Rebelde, entre 1968 e 1969. Mas o rompimento foi total a partir de Véu de Noiva, que estreou no final de 1969.

2º Período

A partir da segunda metade dos anos 60 todas as emissoras passaram a investir decisivamente no gênero. Entretanto a telenovela brasileira, mesmo dominando a programação, não se libertou das origens radiofônicas e do estilo dramalhão herdado dos mexicanos, cubanos e argentinos.
É nesse cenário que ganha força Glória Magadan, conhecedora dos mistérios que transformavam uma novela em sucesso absoluto, mas sem comprometimento algum com a realidade brasileira. Suas histórias se passavam na corte francesa, no Marrocos, no Japão, na Espanha, com condes, duques, ciganos, vilões cruéis, mocinhas ingênuas e galãs virtuosos e corajosos. São exemplos: Eu Compro Esta Mulher, O Sheik de Agadir, A Rainha Louca, O Homem Proibido - todas produzidas pela Globo. Em 1967 a emissora carioca contrata Janete Clair para auxiliar Glória Magadan. Janete escreve naquele ano Anastácia, a Mulher Sem Destino e, em 1968, Sangue e Areia.
Nessa fase Ivani Ribeiro se destaca com suas novelas produzidas pela Excelsior. Entre outras Almas de Pedra, Anjo Marcado, As Minas de Prata, Os Fantoches. Destaque também para Redenção escrita por Raimundo Lopes entre 1966 e 1968 - a mais longa novela da teledramaturgia nacional.

1º Período:

Em dezembro de 1951, pouco mais de um ano depois da televisão ser inaugurada no Brasil, a TV Tupi colocou no ar a primeira novela: Sua Vida me Pertence. Como ainda não existia o video-tape, tudo era feito ao vivo. O que se produzia na época eram histórias parceladas em duas ou três apresentações por semana. Descobriu-se então que, para segurar o público, era necessário criar o hábito de mantê-lo diante do aparelho de TV todas as noites, no mesmo horário. A primeira telenovela diária foi ao ar em 1963, 2-5499 Ocupado uma produção da TV Excelsior, lançada como uma opção despretensiosa. Na época não se podia imaginar que também estava sendo lançada a maior produção de arte popular da nossa televisão, além de grande fenômeno de massa, depois do carnaval e do futebol.
A modificação no gênero estava feita e a telenovela consolidou-se de vez ante o telespectador.
Em 1964 Ivani Ribeiro escreveu dois sucessos: A Moça Que Veio de Longe para a Excelsior, adaptada de um original argentino; e Alma Cigana, para a Tupi, de um original cubano. Esses primeiros títulos eram baseados em dramalhões latinos. O estilo continuou o mesmo das novelas radiofônicas, tão características, e bem aceitas, na América Latina e no Brasil.
O primeiro grande sucesso viria em 1965 pela Tupi: O Direito de Nascer, adaptação de Talma de Oliveira e Teixeira Filho do original cubano de Félix Caignet. No mesmo ano Ivani Ribeiro escreveu outro sucesso: A Deusa Vencida, para a Excelsior.

História da telenovela no Brasil

A historia da teledramaturgia no Brasil é muito extensa e merece uma analise bem detalhada, afinal é uma arte com mais de 50 anos e passa por momentos muito importantes do Brasil – como a ditadura militar – veremos a seguir uma divisão, primeiramente em períodos que seriam dos anos 50 ate o começo da década de 70, nesses anos as novelas seguiam muito o padrão internacional de paises como Argentina e México, e também eram feitas com antigos truques trazidos das radio novelas. A partir da década de 70 com as mudanças sócio-políticos brasileiras as novelas passaram incluir padrões mais nacionais com produções de autores nacionais, que tinham a preocupação de refletir mais do cotidiano brasileiro. A parti daí as novelas passaram de mera distração, á uma grande indústria de consumo e motivo de disputas entre emissoras por audiência, as novelas brasileiras foram exportadas e reconhecidas internacionalmente por seu padrão inovador e seus temas atuais e realistas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

terça-feira, 20 de novembro de 2007

ANTECEDENTES TELEVISIVOS:

TELEVISÃO

Não há como negar: ela faz parte da nossa vida. Dos programas infantis ao noticiário político, passando pelos últimos capítulos de uma trama que mobiliza o Brasil, a televisão é uma companheira constante, até mesmo quando deixamos ligada e vamos fazer outras coisas pela casa. Há quem não tire do canal de compras ( sem jamais comprar nada ), há quem não desgruda dos shows evangélicos (ainda que só pra criticar),nem mesmo os que afirmam detesta-la conseguem escapar desse comvivio eletrônico. Na sala de milhões de brasileiros, em escolas, biroscas, salões de beleza, sacristia, prostíbulos e até dentro de táxi, ônibus, metro e trens. Ela se tornou a principal fonte de diversão e informação do país.

Então sintonize os Primórdios da TV e zapeie conosco pelo nosso blog, vendo fatos e curiosidades da nossa telinha.

CURIOSIDADE

ACREDITE SE QUISER
Assistir Tv de perto faz mal ?
FALSO = segundo os médicos, quem vê TV de muito perto deve consultar um especialista, pois possivelmente é míope! No entanto, não existe uma distancia mínima : o conforto visual do telespectador é o que conta.

FAZENDO SALA PRA TV
Nos primeiros anos da TV no Brasil, muitos telespectadores não queriam fazer feio diante das estrelas do vídeo, acreditava que era possível se pentear e botar roupa de domingo para assistir a programação. Meio século depois, ainda havia quem respondesse ao “boa noite” dos apresentadores.

CONTROLE REMOTO
Quando a programação está ruim e a cama está boa, o telespectador pensa duas vezes antes de se levantar para trocar de canal. Daí, tendo a tecnologia como principal aliada da preguiça, surge em 1951 e fabricado pela empresa norte-americana Zenith- o Controle-remoto! A novidade chegou ao nosso país ás vésperas do Natal de 1962, transformando-se em artigos exclusivos dos televisores mais caros e sofisticados.

DRIBLANDO A PRECARIEDADE
Nos anos 50, nos dias de jogos, a TV Paulista enviava suas únicas câmeras para o campo de futebol. Assim que a partida terminava, a emissora saía do ar até que o equipamento retornasse ao estúdio para o programa seguinte.

A HISTORIA DA DÁLIA
Nos primórdios da TV, os contra-regras “sopravam” o texto que os atores deveriam falar ao vivo, mas o áudio quase sempre vazava e o publico percebia. A solução foi camuflar as paginas dos scripts no próprio cenário, onde os atores pudessem ver, mas o telespectador não. Certo dia na TV Tupi carioca, na década de 50 o ator Fregolente colocou seu texto preso a um vaso de dálias. Sem saber da artimanha, o contra-regra foi tocar a toalha da mesa e levou o vaso junto. Quando o teleteatro começou, Fregolente entrou em cena, ao ver seu plano arruinado, gritou em tom dramático: “meu Deus cadê minhas dálias?” o diretor cortou para o intervalo rapidamente, a partir daí dália virou sinônimo de “cola”.

PONTO ELETRONICO
Para se comunicar com os atores em cena, mas sem chamar a atenção do público, o autor e diretor Mario Brasini adaptou um aparelho de surdez a um sistema de som, criando assim o primeiro ponto eletrônico da TV brasileira. Do teatro Brasini levou o recurso para a TV Tupi em 1958, sendo ele mesmo a cobaia enquanto apresentava programas como: Conversa Puxa Conversa.

AO VIVO X VIDEOTEIPE
Até 1960, todos os programas de TV eram transmitidos ao vivo. Se você perdesse algum programa, pode chorar que nunca mais. Entretanto graças ao recurso do videoteipe, uma fita tamanho de um pneu, transmissões puderam ser arquivadas e, portanto, reprisada em horários e estados diferentes.

MUSICA DE ESPERA
Em 1964, a cada vez que a Excelsior saía do ar por problemas técnicos, o telespectador ouvia os seguintes versos do compositor Miguel Gustavo: “: Não desligue não/ o defeito é nosso/ tô fazendo o que posso/ para endireitar a televisão.”

PRIMORDIOS DA TV

CHACRINHA
José Aberlado Barbosa de Medeiros nasceu em Surubim (PE), em 1917, chegou a cursar o terceiro ano de medicina, mas mudou-se para o Rio de Janeiro em 1940, viajando de navio como baterista de uma banda. Trabalhou de locutor desde os 18 anos, rodou por varias emissoras como: Tupi, Paulista, TV Rio, Excelsior, Record, Bandeirantes e Globo, e tornou-se um dos maiores comunicadores do país.

Chacrinha era pop, falando diretamente ara o povão, tornou-se um dos símbolos do movimento tropicalista de 1968. rolava de tudo no programa do cara! Desde Genival Lacerda e seus forrós de duplo sentido até Legião Urbana e Titãs, todos mandando ver enquanto as chacretes rebolavam.

RUSSO, UMA LENDA VIVA
Encarregado de jogar sacos de farinha, abacaxis e até mesmo calcinhas para a platéia, Antonio Pedro de Souza e Silva era o assistente de palco do Cassino do Chacrinha. Sua amizade com o animador começou nos tempos de rádio, mas se firmou nos bastidores da atração global. Ganhou apelido de “Russo” porque tinha cabelo ruivo. Perguntado sobre o ano de estréia na TV, chegou a responder: “1948”. Antes da TV chegar ao Brasil.

BOLINHA
Sem as fantasia exóticas, mas abusando das camisetas estampadas, Edson Cabariti, mais conhecido como Edson Curi, o Bolinha, apresentava programas à la Chacrinha. Estreou no rádio animando programas de calouros, mas foi para a TV Excelsior em 1966, onde agitou o clube do Vovô. No ano seguine, ocupou justamente o horário do velho guerreiro com a Hora do Bolinha, show que se transferiu para Record em 1970.

PEDRO DE LARA
Sempre de cara amarrada, a marca registrada do pernambucano Pedro Ferreira dos Santos eram os lírios brancos, que segundo ele, simbolizavam a pureza da família brasileira, fazia declaração de amor à sua musa Xifronésia e, quando se exaltava, era logo vaiado pela platéia. Estreou como jurado do chacrinha ainda nos anos 60, ms será sempre lembrado por suas performances no Show de Calouros de Silvio Santos.

SILVIO SANTOS
O PROGRAMA
Especializando-se em jogos e brincadeiras, aos 26 anos Silvio já partipava de varias atrações na TV Paulista, na qual comandou A Voz da Firestone em 1956. o autentico programa Silvio Santos, só foi lançado em 1963, graças ao próprio apresentador que comprava o horário e cuidava ele mesmo da produção.

ABRINDO O BAÚ
Para se livrar de um negócio quase falido, m 1958 o humorista Manuel de Nóbrega pediu ajuda ao Silvio para fechar uma empresa que cobrava antecipadamente por baús de brinquedos entregues no natal. Só que graças à visão comercial de SS, o Baú da felicidade só não saiu da pindaíba como multiplicou seus ganhos.

HEBE
A eterna apresentadora cheia de brilhos e personalidade. Paulista de Taubaté, fez um bico d arrumadeira antes de deslanchar como cantora de chorinhos e modinhas brejeiras nos anos 40. chegou a formar uma dupla caipira, Rosalinda e Florisbela, ao lado de sua irmã Stela. Ao optar pela carreira solo em 1945, ganhou o titulo de estrelinha do samba.

Em 1950 já com fama de cantora de rádio, Hebe fez um teste de vídeo e foi reprovada. Na base do carisma ela seguiu em frente e deu uma guinada capilar e tingiu sua linda cabeleira em 1957, aos 28 anos. Nascia ali uma lenda platinada.

PROGRAMAS

FESTIVAIS DE MUSICA
Na década de 60, os festivais de musica eram o evento mais aguardado da televisão. Uma finalíssima poderia ser comparada a uma Copa do Mundo . anônimos tornavam-se ídolos instantâneos e o publico organizava torcidas por suas musicas e cantores preferidos.
TALENTO REVELADOS NOS FESTIVAIS
Elis Regina
Chico Buarque
Milton Nascimento
Beth Carvalho
Gal Costa
Clara Nunes
Djavan
Sandra de Sá

EMPATE TECNICO
Em 1966, o II festival da MPB casou um racha na TV Record: “A Banda”, interpretada por Nara Leão e Chico Buarque, deveria ser a única campeã. Porem Chico, o autor da musica, convenceu os jurados de que não merecia vencer, favorecendo a preferida do publico, “Disparada!”, com Jair Rodrigues. Numa decisão inédita em festivais, as duas musicas dividiram o primeiro lugar.

BOLA FORA
Em 1968, o craque de futebol Pelé não chegou a subir no palco da TV Excelsior-SP porque sua música não foi escalada para o festival O Brasil Canta.

TROFÉU IMPRENSA
Criado por Plácido Manaia Nunes, foi entregue pela primeira vez em 1 de janeiro de 1959 como estratégia de lançamento da revista São Paulo na TV. Naquela noite de gala, o teatro municipal de São Paulo receberam os maiores bambambãs do meio, entre eles as estrelas premiadas e jornalistas que participavam da eleição. Silveira Sampaio foi um dos apresentadores desse Oscar brasileiro, entregando a estatueta, que na época ainda não era o homenzinho dourado.

SITIO DO PICAPAU AMARELO
Baseada na obra do autor Monteiro Lobato. A primeira versão da serie estreou na Tv Tupi de São Paulo em 1952. dispondo de um único cenário, a varanda em que dona benta e sua turma viviam histórias fantásticas, a equipe trabalhava ao vivo com criatividade e jogo de cintura.

TELEJORNAL

EXTRA, EXTRA, EXTRA!
O primeiro telejornal brasileiro foi Imagem do Dia, que estreou na Tupi de São Paulo em 19 de setembro de 1950, um dia depois da inauguração da TV. A atração não tinha um horário fixo, podendo ir ao ar entre as 21:30h e 22h.

O PRIMEIRO A DAR AS ULTIMAS
Quando soava o prefixo musical do Repórter ESSO era bom o telespectador correr para a frente da TV, pois algo importante estava acontecendo no Brasil ou no mundo! Patrocinado pela companhia Norte-Americana de petróleo, surgiu no radio em 1941 como “o primeiro a dar as ultimas” e se estendeu para a telinha da Tupi em 1952, já com o slogan “testemunha ocular da História”. Veiculado antes da era das transmissões em rede era apresentado em diferentes edições locais.

FIDEL CASTRO
Companheiro revolucionário de Che Guevara, apareceu pela primeira vez na TV graças ao programa Esta é a Sua Vida, em 1959,tendo o seu charuto sempre a mão, o então primeiro ministro de Cuba foi acomodado nos estúdios cariocas da tupi e trocou muitas idéias com apresentador Carlos Frias.

JORNAL DA VANGUARDA
Dando um tom informal as noticias, surgiu em 1963 como a atração mais ousada, criativa e revolucionaria da televisão. Isso lhe valeu, no ano seguinte, o premio internacional de Ondas como o melhor telejornal do mundo. Criado por Fernando Barbosa Lima, começou na Excelsior e depois rodou pela tupi , Globo, Continental e TV Rio. Com o slogan “um show de notícias”, misturava informação e entretenimento.

CID MOREIRA
Paulista nascido em Taubaté, estudou contabilidade. Em vez de se dedicar as contas da radio difusora local, ocupou uma vala de locutor. Apresentando o JN de 1969 até 1996, e desejou cerca de 8.914 “boas-noites” aos telespectadores.

Entao Boa noite, tarde ou dia ! e até a próxima.



Postado por Rodrigo Alves , Hugo de lima e José agostinho ( Junior ).
Fonte de Pesquisa : Almanaque da Tv e sites relacionados.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O Fim da Tupi

A TV Tupi encerrou 1972 com um grande salto qualitativo e um substancial aumento de audiência. O elemento central, não único, dessa recuperação, foi à conquista de Chacrinha.
Em 1972 a TV Tupi alcançava das 20 às 22 horas, apenas 10,4 pontos de audiência, contra 50,2 da Globo. A “Discoteca do Chacrinha” alcançava 26,1 pontos do Ibope; o “Balança mas não cai”, 25,8; “Buzina do Chacrinha”, 22,2; e, em quarto, vinha “Flávio Cavalcanti”, 20,1 pontos.

Em 1974, o comando da programação nacional foi centralizado em São Paulo, adotando o esquema de rede com atraso de cinco anos em relação à Rede Globo. Além disso, o equipamento das emissoras do grupo era muito defasado.As rádios do grupo, no entanto, iam bem: quase todas as emissoras alcançavam o primeiro lugar da audiência em suas cidades. As emissoras de São Paulo e Rio de Janeiro, mesmo não tendo a liderança, eram lucrativas.
No final de 1976, Gilberto Chateaubriand entrou na Justiça pedindo a extinção do Condomínio. Gilberto alegava que essa era a fórmula para resolver problemas econômicos e financeiros da organização. Além disso, a imprensa publicava notícias sobre uma possível venda do grupo.A partir daí, o que se viu foi uma grave crise administrativa e financeira, com entrada e saída de superintendentes, como Rubens Furtado e Mauro Salles, e os últimos suspiros da emissora que inaugurou a televisão na América Latina.


Houveram, vários motivos que contribuiram para a falencia da TV Tupi, como atraso de salário, má administração o Govereno Federal e o surgimento da Tv Globo.
Os salarios ja estavam trez meses atrazado, os funcionarios fizeram sua primeira greve que foi interrompida com os pagamentos parcelados.
Em 1979 os funcionarios fizeram uma nova greve,que durou até fevereiro de 1980, quando a emissora fechou seu departamento de Darmatugia e dispensou seus 250 funcionários.Foram interrompidas Novelas como Drácula que só teve 4 capitulos exibidos, como salvar meu casamento e Maria Nazare .
Em 16 de julho de 1980 a Tv Tupi tem 7 de suas concessões dadas como não renovavel, três engenheiros do Departamento Nacional de Telecomunicações lacraram o transmissor da emissora. A emissora saia do ar exatamente 29 anos e 10 meses depois de sua inauguração.
Os funcionários iniciaram uma vígilia de 18 horas comandada pelo apresentador Jorge Perlingeiro, mas nada adintou.
Os Diários Associados ganharam na Justiça em 1988, a ação indenizatória contra o Governo Federal, pela intervenção que resultou na perda de 5 dos 7 canais das Emissoras Associadas, que não enfrentavam dificuldades financeiras na época. Somente a TV Tupi de São Paulo e a TV Tupi do Rio estavam com salários atrasados. No caso do canal 6 carioca, boa parte de suas contas eram pagas pela super Rádio Tupi do Rio.O Rádio e a TV faziam parte da mesma razão social(S/A Rádio Tupi). Na época, a lei previa que o governo federal teria de nomear um interventor para assumir a administração das empresas em dificuldades, afastando com isso os seus controladores, que a levaram a crise que estavam enfrentado, e somente em caso de falência, que não houve, é que caberia a decisão que foi tomada, o que não era o caso de TV Tupi de São Paulo, e nem da TV Tupi do Rio, pois seus patrimônios, imóveis , equipamentos, instalações, etc., cobriam as dívidas existentes.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O início do Telejornalismo.

Como já sabemos, a grande pioneira da nossa televisão foi a Tupi e por conseqüência seria também ela a ter o primeiro telejornal.
“Imagens do Dia” foi ao ar pela primeira vez em 1950, entre 21h30 e 22h, porém não possuía horário fixo na programação.
O primeiro telejornal do Brasil trazia imagens filmadas por alguns cinegrafistas ao longo do dia e essas imagens eram narradas por Ruy Rezende, locutor, produtor e redator.

Pergunte para os seus pais ou avós se eles se lembram do “Repórter Esso”, a reposta provavelmente será sim!
Repórter Esso era o programa jornalístico mais importante no rádio desde 28/08/1941. No dia 01/04/1952 ele ganhou sua versão televisiva e foi ao ar às 19h45, soando sua famosa vinheta. A fonte de notícias do telejornal era a United Press International (UPI). Sua credibilidade foi reforçada não só por sua pontualidade, mas também com os slogans: “Repórter Esso, o primeiro a dar as últimas” e “Repórter Esso, a testemunha ocular da história”.
Assim como no Brasil, diversos países apresentaram um programa com este tipo de formato, pois a Esso, empresa norte americana de petróleo os patrocinava.
O programa foi ao ar pela última vez na Tv Tupi carioca em 31/12/1970.

Em 02/09/1963 foi ao ar na TV Excelsior carioca um telejornal criado por Fernando Barbosa Lima que se chamava: “Jornal Excelsior”, mas teve de mudar o nome para “Jornal Cássio Muniz” por conta do patrocinador, para só então em 1965, quando foi transferido para a Tv Tupi, finalmente se chamar: “Jornal de Vanguarda”.
O telejornal trazia um formato novo, diferente, despojado e inovador, dava um tom informal as notícias. Porém ele não transitou apenas pela Excelsior e Tupi, passou também pela Globo, Continental e Rio, sendo assim contou com a colaboração de inúmeros profissionais eficientes e talentosos em suas especialidades, o que o enriqueceu muito.
Para quem acha que o “Sombra” que era apresentado no programa do apresentador Ratinho até pouco tempo atrás era original, é ai que se engana, pois foi o Jornal de Vanguarda que trouxe a silhueta do locutor Célio Moreira, o Sombra, assim como caricaturas de Appe e os desenhos de Millor Fernandes.
Devido ao seu formato original o telejornal trazia diversos apresentadores, cada um em uma modalidade diferente, o que o destacou dos demais e fez grande sucesso, trazia o slogan “Um show de notícias” e realmente o era. Também se saiu muito bem até nos tempos duros da ditadura.
O programa foi retirado do ar depois do Ato Institucional nº 5 de 1968.
O que seu criador, Fernando Barbosa Lima disse sobre a retirada do ar foi apenas: “ Cavalo de raça ferido, mata-se com um tiro na cabeça”.

No ar até hoje o Jornal Nacional foi ao ar pela primeira vez em 01/09/1969 às 19h56, foi o primeiro telejornal brasileiro exibido em rede e ao vivo, via Embratel.
O programa foi aberto com o locutor Hilton Gomes anunciando: “O Jornal Nacional da Rede Globo, um serviço de notícias integrando o Brasil novo, inaugura-se neste momento: imagens e sons de todo o país”. A edição de estréia trouxe notícias políticas do Brasil e imagens diretas de Porto Alegre, São Paulo e Curitiba.
Cid Moreira, o outro apresentador, encerrou a primeira edição do telejornal explicando o conceito da rede: “A escalada nacional de notícias da Rede Globo levou a vocês, hoje, imagens diretas de Porto Alegre São Paulo e Curitiba. E tão logo a Embratel inaugure o circuito de Brasília, a capital do país e Belo Horizonte e começarão a integrar ao vivo, este serviço de notícias do primeiro jornal realmente nacional da Tv brasileira. É o Brasil ao vivo aí na sua casa. Boa noite”.

CURIOSIDADES:

- Os dois apresentadores brasileiros Murillo Neves e Flávio Cavalcante, além do jovem Rubens Medina durante uma viagem ao Estados Unidos, conseguiram até então uma entrevista considerada praticamente impossível a todos. E em 03/04/1961, no programa “Noite de Gala” (Tv Rio) exibiram a entrevista com o presidente norte americano John Kennedy, dentro da Casa Branca, conduzida por Murillo. Essa entrevista pode ser considerada até hoje um os maiores furos jornalísticos da Tv brasileira.

- Em 1960 a Excelsior causou sensação ao exibir estudantes entrevistando a escritora Simone de Beauvoir e seu marido
Jean-Paul Sartre.

- Em 09/10/1967 Walter Gianello, cinegrafista do telejornal “Repórter Esso” filmou a chegada o corpo de Che Guevara na Bolívia. A Tupi, que foi a única emissora no mundo a conseguir tais imagens as vendeu para a UPI e ganhou uma pequena fortuna, enquanto o cinegrafista Walter Gianello morreu na miséria.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Último logotipo da Tv Tupi.


Logotipo da Rede Tupi.



ANTECEDENTES TELEVISIVOS: ANTECEDENTES TELEVISIVOS: Bem Vindos!!!

ANTECEDENTES TELEVISIVOS: ANTECEDENTES TELEVISIVOS: Bem Vindos!!!
Curiosidades do início da TV.

Primeira transmissão externa.

Em 18 de Setembro de 1955 acontece um marco importante para a TV Brasileira. esta é a data da primeira transmissão externa direta com a transmissão do jogo Santos X Palmeiras, na Vila Belmiro, pela TV Record.


Globo

No dia 26 de abril de 1965, precisamente às 11 horas, entrava no ar o Canal 4 do Rio de Janeiro, a TV Globo, de propriedade do jornalista Roberto Marinho. A concessão havia sido outorgada anos antes, ainda no governo Juscelino Kubitschek, mas entrou no ar apenas neste ano, já na época da ditadura militar.

Revolução nas telenovelasAntes de iniciar a década de 70, quando entrou em profunda crise financeira que culminou em sua extinção, a Rede Tupi colaborou para uma revolução na teledramaturgia brasileira. Até 1968, as novelas, principalmente da Rede Globo, eram baseadas em texto cubanos, com histórias que se passavam em séculos passados, muitas vezes desinteressantes para a grande maioria do público.
Beto Rockfeller
Em 4 de novembro de 1968, estreou na Rede Tupi, às 20 horas, a novela “Beto Rockfeller”, de Bráulio Pedroso. Luiz Gustavo fazia um anti-herói papel-título da novela. Ao invés de Chicago dos anos 20 ou a Itália do século 18, a São Paulo de 1968. Pela primeira vez, o brasileiro se via em uma novela. Os artistas passaram a atuar de forma natural, sem dramaticidade, muitas vezes fazendo improvisações nos diálogos. Sucesso nacional com grande audiência que relembrou os primeiros anos da Rede Tupi. A novela teve sua duração aumentada, terminando apenas no final de 1969, tamanho o sucesso.

Homem pisa na Lua

A TV globo e a TV Tupi Transmite em julho de 1969 a chegada dos astronautas na Lua.


Tv em cores

As cores só chegaram a TV em 31 de Março de 1972 com a festa da uva de Caxias do Sul.
E assim em 24 de janeiro de 1973 vai ao ar pela TV Globo a novela O Bem Amado.
A primeira novela brasileira em cores.

sábado, 10 de novembro de 2007

TV Tupi Parte 3 Diários associados

Em 1955, Assis Chateaubriand passa a direção-geral dos Diários Associados para João Calmon, até então diretor dos veículos do grupo em Pernambuco (Rádio Tamandaré e Diário de Pernambuco). “O novo diretor-geral chegou com todo o gás que havia caracterizado sua gestão no Nordeste.
Só que o cenário carioca era outro e a presença de Chateaubriand, senão obstrutiva, pelo menos intimidante. Mesmo assim, Calmon tratou de implantar medidas de racionalização administrativas, que encontraram amplo respaldo em todo o país.

A situação financeira dos Diários Associados começava a ficar complicada. Assis Chateaubriand estava contraindo muitos empréstimos para comprar mais obras de arte para o MASP e também para instalar novos veículos Associados em todo o Brasil.
Em 1956, Calmon e Monteiro enviaram uma carta para alertar Chateaubriand sobre seus gastos que poderia levar os Diários Associados à insolvência.
A carta receitava a sugestão para Chateaubriand vender fazendas, laboratórios e a Schering, laboratório que adquiriu no tempo da guerra.
A partir desta correspondência, Chateaubriand passou a olhar com mais atenção para a administração das empresas e o desvio de recursos para pagamento de dívidas e empréstimos.


A origem das dificuldades estava na precariedade da televisão brasileira. Pioneiro, Assis Chateaubriand implantara em São Paulo a primeira emissora de TV da América do Sul, a TV Tupi. Pouco depois criava a TV Tupi do Rio. Obviamente, existiam poucos receptores de televisão no País. Não havia forma de evitar, diante da necessidade de investimentos e das despesas com pessoal. As instalações eram extremamente precárias, o principal e único estúdio da TV Tupi, por exemplo, funcionava na sala anteriormente ocupada pelo diretor-geral dos Associados. Os salários do pessoal do Rio estavam atrasados. E não havia como adiantar a adaptação do prédio que deveria vir a ser a sede da TV Tupi carioca.

A primeira batalha dos Diários Associados nos primeiros anos de João Calmon como diretor-geral foi a expansão de sua rede de televisão. Essa batalha, por seu pioneirismo, teve lances épicos. No momento em que assumiu as novas funções, o grupo possuía apenas duas emissoras de televisão: a TV Tupi de São Paulo e a TV Tupi do Rio.As coisas, porém, não eram tão simples, mesmo a instalação das emissoras do Rio e de São Paulo já constituía uma aventura temerária para a época. Os próprios norte-americanos hesitaram em vender o equipamento para aos Diários Associados, O pequeno número de receptores e a audiência diminuta não estimulavam os anunciantes.

João Calmon cuidou de renegociar a dívida já existente com o fornecedor de equipamento da TV Tupi do Rio, a General Eletric. Elaborou uma proposta totalmente nova, e a levou ao diretor da GE do Brasil, Sr. Romanaghi.
O débito, elevava-se, a 350 mil dólares e aumentava dia a dia por causa dos juros, a matriz nos Estados Unidos aprovara integralmente a reivindicação que João apresentou, à revelia de Chateaubriand. Passaríam então a elaborar o contrato e tratar de descontá-lo no banco de que a GE era cliente, em menos de 10 dias o acerto fora feito e remetíaram para os Estados Unidos os 360 mil dólares devidos.
A General Eletric não precisou sequer de três anos para consumir a verga de publicidade que destinara assim aos Diários. Em 23 meses, o empréstimo bancário fora integralmente pago, pouco tempo depois,o mesmo esquema foi empregado em São Paulo para liquidar a dívida vencida com a RCA Victor, fornecedora do equipamento da pioneira TV Tupi paulista.Passados mais dois anos, a própria RCA se dispôs a fornecer o equipamento necessário à instalação das seis novas emissoras de televisão dos Diários Associados, assim como a ligação entre Rio e Belo Horizonte por microondas e entre Rio e São Paulo por UHF.